Paulinho Costa pede mudanças nas regras do passe estudantil em Valadares

  • 14 de novembro de 2017

O Presidente da Câmara Municipal de Governador Valadares, o vereador Paulinho Costa, encaminhou ao Executivo Municipal pedido de providências urgentes na regra de uso do passe estudantil na cidade. O documento, apresentado durante as reuniões ordinárias deste mês no Legislativo, foi encaminhado ao Secretário Municipal de Obras Públicas e Serviços Urbanos, Carlos Chaia.


“O e
studante compra o cartão e durante a semana, após as 14h30, a Empresa bloqueia o passe e não permite que o estudante use o cartão fora do horário da aula. Se esse mesmo estudante tiver que fazer um trabalho, na escola ou em outro local, e ainda precisar deslocar para algum bairro para fazer trabalhos escolares, o benefício do passe estudantil não pode mais ser utilizado”, pontuou Paulinho Costa ao subir na Tribuna Edison Gualberto para justificar o pedido de providência.

O vereador reclamou ainda do percentual de desconto oferecido para os estudantes em Valadares, que segundo ele é de 30%. “Na maioria das cidades brasileiras esse benefício é de 50%”, ressaltou

 

Baguari

No documento repassado ao Executivo, o vereador pede ainda que novos horários sejam criados para atender os moradores do Distrito de Baguari. “Na semana passada recebi a visita de representantes da comunidade que solicitaram novos horários para atender a população do Distrito. A Empresa é prestadora de serviço da cidade e quem paga por isso é o cidadão valadarense. Ela tem que oferecer mais horários e linhas para a cidade”.

De acordo com o site da Empresa Valadares, de segunda a sexta-feira são oferecidos diariamente 12 horários entre 05h30 e 20 horas, na linha que faz o percurso entre o Distrito de Baguari ao Centro. Nos finais de semana esse número é reduzido em apenas cinco horários no domingo e sete no sábado.

 

Atrasos

O dia que começou em festa terminou em frustração para a dona de casa Maria José da Silva, de 60 anos, moradora do Distrito de Baguari, na zona rural da cidade e que não conseguiu chegar a tempo para assistir o casamento civil do filho mais novo. “O ônibus atrasou muito. Na verdade, não temos tantas opções de horários para Valadares, principalmente nos finais de semana. Quem não tem carro, ou dinheiro para pagar um taxi, fica refém da empresa que realiza o serviço de transporte coletivo no município”, desabafou.