Câmara discute regulamentação dos “trenzinhos da alegria” em Valadares 

  • 27 de fevereiro de 2018

Um dos serviços mais tradicionais de Governador Valadares, o transporte recreativo de passageiros, mais conhecido como “trenzinho da alegria”, está próximo de ganhar uma legislação própria, com normas de funcionamento e operação. A proposta de autoria do Executivo Municipal, foi encaminhada no início do mês à Câmara e já tramita nas comissões permanentes da Casa .

Nesta segunda feita (27/02), a proposição foi discutida no Legislativo. Além do presidente da Câmara, o vereador Paulinho Costa,  proprietários e funcionários das empresas que operam o serviço de trenzinhos da alegria, participaram da reunião os vereadores Regino Cruz e Marcílio Alves (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), Rildo do Hospital (Comissão de Serviços Públicos Municipais), Juninho da Farmácia e Waldecy Barcellos (Comissão de Fiscalização Financeira  e Orçamentária), Betinho Detetive (Comissão de Turismo e Meio Ambiente) e Jacob do Salão (Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor).

“Esse Projeto de Lei precisa ser bem discutido. A proposição trata das questões de segurança e normas de operação dos trenzinhos da alegria, com o objetivo de garantir, de forma segura, o lazer e o entretenimento para a nossa população”, disse Paulinho Costa.

A atividade é exercida na cidade há pelo menos quatro décadas. Atualmente duas empresas realizam o serviço. Numa delas, a estimativa é de que, por mês, ao menos 30 mil pessoas pagam para utilizar o transporte recreativo. “Estamos discutindo para não ter nenhuma dúvida. Mas será uma lei importante tanto para os donos das carretas, quanto para a população”, disse um dos proprietários de carreta que realizam o serviço.

Mãe de duas filhas, Ana Clara e Beatriz de 5 e 8 anos respectivamente, a dona de casa Ludmila Ferreira, de 38, comemorou a proposta de Lei. “Nos fins de semana tenho o costume de levar minhas meninas para passear no trenzinho. É uma diversão que tem a cara de Valadares, mas que precisar ter regras, para que os usuários possam exigir um atendimento mais adequado”, contou.