Câmara volta a cobrar agilidade nas obras de captação alternativa de água

  • 9 de fevereiro de 2018

A Câmara Municipal de Governador Valadares voltou a cobrar, durante a terceira reunião técnica do Fórum Permanente de Prefeitos do Rio Doce, a conclusão das obras do projeto de captação alternativa de água em um ano e meio. Inicialmente, a proposta da Fundação Renova, entidade criada pela Samarco para reparar os danos provocados pelo rompimento da barragem de Fundão, é que a construção da adutora, orçada em R$ 155 milhões, fique pronto somente no segundo semestre de 2021.

“Particularmente Valadares tem sofrido muito com os problemas provocados pelo rompimento da barragem da Samarco. Já se passaram mais de dois anos da tragédia e não podemos esperar mais três anos para termos a captação alternativa de água. A população tem sofrido muito com esse desastre. Estou, em nome da Câmara, fazendo um novo apelo para que essa captação alternativa fique pronta o quanto antes”, disse o presidente da Câmara Municipal, o vereador Paulinho Costa, que durante o evento, que aconteceu no Parque de Exposições, foi acompanhado pelos vereadores Betinho Detetive, Rildo do Hospital, Juninho da Farmácia, Alessandro Ferraz, Jacob do Salão, Pastor Elias de Jesus, Antônio Carlos e Robinho Mifarreg.

Ao todo, 17 prefeitos e dois representantes de municípios participaram da reunião em Valadares. Técnicos da Fundação Renova também participaram do encontro. O Fórum Permanente de Prefeitos do Rio Doce foi criado discutir o andamento das ações reparatórias em consequência do rompimento da barragem Fundão.  A tragédia ocorreu no dia 5 de novembro de 2015, em Mariana. O episódio é considerado o maior acidente ambiental do Brasil. Cerca de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração foram liberados no ambiente, devastando vegetação nativa e poluindo o Rio Doce até a sua foz.

No ano passado, a Câmara Municipal realizou reuniões com representantes da Fundação Renova e duas audiências públicas para discutir as medidas e ações de reparação dos danos ambientais. Num dos encontros, o presidente do Legislativo entregou a técnicos da entidade um documento pedindo que as obras da captação alternativa de água sejam concluídas e um ano e meio. Por meio de uma comissão especial, formada por vereadores, a Câmara vai acompanhar de perto o cronograma das obras executadas pela Renova, prevista para começar ainda no primeiro semestre deste ano.