Vereadores de Valadares se reúnem com diretores da Fundação Renova

Durante encontro foram apresentados os planos de captação alternativa de água e recuperação ambiental, proposta pela Fundação

As obras de captação alternativa de água em Governador Valadares começam no primeiro semestre do ano que vem. A informação foi confirmada por representantes da diretoria da Fundação Renova, que se reuniram com os vereadores na Câmara Municipal. De acordo com o cronograma apresentado a captação será feita no Rio Corrente, distante 40 quilômetros de Valadares. A previsão é de que o projeto executivo das obras fique pronto até dezembro deste ano.

 

Durante a reunião  que aconteceu no gabinete do presidente da Casa, o vereador Paulinho Costa, a Fundação, criada no ano passado para implementar e gerir os programas de reparação, restauração e reconstrução das regiões impactadas pelo rompimento da barragem da mineradora Samarco, informou que serão investidos ainda R$ 63,4 milhões na construção de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e na melhoria/ampliação das Estações de Tratamento de Água (ETAs).
“Essa Legislatura tem atuado de forma intensa para que os danos provocados ao meio ambiente, em especial ao Rio Doce, que tanto prejudicou a nossa população não sejam esquecidos, penalizando mais uma vez os moradores”, comentou Paulinho Costa. Além dele, participaram da reunião os vereadores Juninho da Farmácia, Betinho Detetive, Marcilio Alves, Regino Cruz, Coronel Wagner Fabiano, Rosemary Mafra, Robinho Mifarreg, Antônio Carlos, Pastor Elias de Jesus, Alê Ferraz, Dandan Cesário. Waldecy Barcellos e Jacob do Salão.
Durante a reunião que durou cerca de duas horas, os representantes apresentaram ainda um plano de recuperação de mata ciliar e áreas degradadas, com a proposta a recuperação de 5 mil nascentes nos próximos 10 anos e plantio de mudas. A ação vai acontecer em parceria com o Instituto Terra, localizado em Aimóres.

Qualidade de Água

Ainda de acordo com a Fundação Renova, a qualidade da água da bacia do Rio Doce é monitorada por 24 sondas automáticas distribuídas em trechos estratégicos do manancial. “A informação que recebemos é que a potabilidade da água está dentro dos padrões histórico do Rio. No entanto, esse assunto será discutido no mais aprofundamento em Setembro, quando vamos promover uma Audiência Pública com a participação de representantes da própria Fundação Renova e entidades ambientais ligadas às questões hídricas, como a Agência Nacional de Águas (ANA), Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) além do Ministério Público”, disse Paulinho Costa.